Monday, January 21, 2008

Ernesto Carvalhinho reconduzido como Provedor dos Deficientes

Na sessão de apresentação do projecto”Lousã: destino turístico acessível”, tomou posse como provedor municipal o antigo presidente da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL), José Ernesto Carvalhinho, que foi convidado para um segundo mandato de quatro anos.

«O trabalho iniciado merece uma continuação. Na Lousã a integração das pessoas com mobilidade reduzida ou incapacidade é facilitada pelo trabalho da ARCIL, pelo que o avanço nesta área no concelho se deve ao trabalho desenvolvido pela instituição», frisou o Provedor.

Como seu assessor tomou posse João Henriques, um jovem tetraplégico, que tem vindo a alertar ao longo dos tempos para as questões da acessibilidade, mantendo activo o site http://www.euroacessibilidade.com/ – por si criado.

Tomaram ainda posse os elementos do Grupo técnico de Acessibilidade, constituído por António Queirós (professor), António Leonardo (professor), António Gomes (técnico de turismo), Figueiredo Fernandes (médico), Fátima Santos da Costa (assistente social), Filipe Matos de Carvalho (técnico de turismo), João Henriques (pensionista), João Correia Ramos (jornalista), José Moreira (auxiliar de fisioterapia), Nélia Pereira (arquitecta), Paulo Oliveira (engenheiro) e Verónica Pedro (terapeuta ocupacional).

João Henriques

Tomada de posse de João Henriques como Assessor do Provedor

Fonte: Diário de Coimbra

Lousã vai ser o primeiro destino “acessível a todos”

provedor

A Câmara e a Provedoria Municipal das Pessoas com Deficiência da Lousã anunciaram ontem a apresentação, para breve, do plano de acção do projecto “Lousã: destino turístico acessível”. Em causa está um projecto pioneiro em Portugal, que já mereceu rasgados elogios.

Fernando Carvalho, presidente da autarquia, salientou o investimento efectuado no sector do turismo nos últimos anos, em especial na oferta de alojamento, referindo que «agora queremos agregar o turismo acessível para todos». «Pretendemos deixar de ter barreiras para aqueles com algumas dificuldades», acrescentou o autarca socialista, que anunciou para este ano alguns investimentos nesta área na apresentação do projecto.


O Plano de Actividades e Orçamento para este ano contempla verbas para a requalificação da rua que vai da igreja matriz à fábrica do Papel do Prado, no Penedo, e da praia fluvial da Senhora da Piedade (Burgo) e eventualmente a de Serpins.


“Lousã: destino turístico acessível”, cujo plano de acção está em fase de conclusão, «surge como condição de integração das funções humanas do território, para o diferenciar relativamente a destinos turísticos concorrentes», de modo a acolher o mercado dos turistas portadores de incapacidade.


O estudo vai definir a oferta de estruturas e serviços turísticos acessíveis a todos e preconiza a constituição de uma estrutura de missão que crie as condições para a entidade coordenadora que assumirá o plano de acção.


A estrutura de missão deverá ser composta por entidades locais, que terão responsabilidades em termos da concretização de candidaturas específicas previstas no plano de acção.


A entidade coordenadora deve ter incumbida a tarefa de gerir o destino turístico, sendo responsável pelos investimentos, acções e iniciativas que favoreçam a acessibilização da oferta turística da Lousã como um todo.

“Lousã começa a ser exemplo”

António Fontes, da empresa que elaborou o projecto, disse que o documento foi apresentado às instâncias nacionais com responsabilidades nas áreas da reabilitação e turismo, tendo recebido elogios e manifestações de apoio.


Acrescentou ainda que, na Lousã, estão reunidas «as condições para se iniciar um projecto exemplar», assente num sistema de certificação da acessibilidade na oferta turística.


Presente na cerimónia, a directora do Instituto Nacional para a Reabilitação, Luísa Portugal, afirmou que a «Lousã começa a ser um exemplo, com um percurso muito característico e personalizado, que tem na ARCIL um instrumento muito importante».


«A verdade é que há outras instituições também interessantes e pessoas sensibilizadas noutros locais e noutras comunidades que não atingiram este nível de quase excelência», sublinhou.

«A Lousã ainda não é completamente um destino turístico acessível, mas penso que já completaram a parte mais difícil do trabalho que é sermos capazes de falar sobre o preconceito, as discriminações, perceber e valorizar que há pessoas diferentes, trabalhar para inclui-las no dia-a-dia da comunidade», acrescentou Luísa Portugal.


Foram ainda entregues na sessão 33 selos “Lousã Acessível” a entidades privadas e públicas, que certificam os estabelecimentos que recebem público e possuam condições de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada.


A Provedoria Municipal das Pessoas com Deficiência da Lousã tem como missão dinamizar a criação de novas situações que favoreçam as pessoas com mobilidade reduzida e dar resposta aos portadores de deficiência para que tenham acessos mais simples e fáceis às entidades públicas e privadas.

Fonte: Diário de Coimbra

Wednesday, January 16, 2008

Câmara e Provedoria apostam em concelho acessível – Projecto pioneiro

Sr. Provedor

A câmara e a Provedoria Municipal das Pessoas com Deficiência da Lousã anunciaram ontem a apresentação, para breve, de um plano de acção do projecto "Lousã: destino turístico acessível".

Fernando Carvalho, presidente da autarquia, salientou o investimento efectuado no sector do turismo nos últimos anos, referindo que agora quer "agregar o turismo acessível para todos".

"Pretendemos deixar de ter barreiras para aqueles com algumas dificuldades", acrescentou o autarca socialista, que anunciou para este ano alguns investimentos nesta área na apresentação esta tarde do projecto.

"Lousã: destino turístico acessível", cujo plano de acção está em fase de conclusão, "surge como condição de integração das funções humanas do território, para o diferenciar relativamente a Destinos Turísticos concorrentes", de modo a acolher o mercado dos turistas portadores de incapacidade.

O estudo vai definir a oferta de estruturas e serviços turísticos acessíveis a todos e preconiza a constituição de uma Estrutura de Missão que crie as condições para a entidade coordenadora que assumirá o plano de acção.

Na sessão de apresentação do projecto, tomou posse como provedor municipal o antigo presidente da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL), José Ernesto Carvalhinho, que foi convidado para um segundo mandato de quatro anos.

"O trabalho iniciado merece uma continuação. Na Lousã a integração das pessoas com mobilidade reduzida ou incapacidade é facilitada pelo trabalho da ARCIL, pelo que o avanço nesta área no concelho se deve ao trabalho desenvolvido pela instituição", frisou o provedor.

Presente na cerimónia, a directora do Instituto Nacional para a Reabilitação, Luísa Portugal, afirmou que a "Lousã começa a ser um exemplo, com um percurso muito característico e personalizado, que tem na ARCIL um instrumento muito importante".

"A verdade é que há outras instituições também interessantes e pessoas sensibilizadas noutros locais e noutras comunidades, que não atingiram este nível de quase excelência", sublinhou.

"A Lousã ainda não é completamente um destino turístico acessível mas eu penso que já completaram a parte mais difícil do trabalho que é sermos capazes de falar sobre o preconceito, as discriminações, perceber e valorizar que há pessoas diferentes, trabalhar para inclui-las no dia-a-dia da comunidade", acrescentou.

Foram ainda entregues na sessão 33 selos "Lousã Acessível" a entidades privadas e públicas, que certifica os estabelecimentos que recebem público e possuam condições de acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada.

A Provedoria Municipal das Pessoas com Deficiência da Lousã tem como missão dinamizar a criação de novas situações que favoreçam as pessoas com mobilidade reduzida e dar resposta aos portadores de deficiência para que tenham acessos mais simples e fáceis às entidades públicas e privadas.

Fonte: Diário as Beiras

Tuesday, January 15, 2008

Carvalhinho continua como Provedor

Ernesto Carvalhinho é o nome à frente da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã e uma voz atenta, sempre em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Esta sexta-feira, o Provedor toma posse para mais um mandato de quatro anos e, numa conversa com o Trevim, fala do trabalho desenvolvido e dos projectos para o futuro, entre os quais tornar a Lousã no primeiro destino turístico acessível do país.

Trevim (T): O que é um Provedor da Pessoa com Incapacidade?

Ernesto Carvalhinho (EC): O Provedor num concelho como o da Lousã é alguém que tem como função certificar-se de que as pessoas com incapacidades têm direitos, e se lhes é dada a melhor qualidade de vida possível.

(T): O que representa para si ocupar este cargo?
(EC): É a continuação de uma vida inteira dedicada a uma causa de que eu gosto imenso. Gosto de trabalhar com pessoas com deficiência, aliás, sinto-me muito mais parceiro e amigo de muitas pessoas com deficiência mental e também tenho bons amigos com deficiência física. Este cargo significa essencialmente o prazer de poder ajudar, e ajudando-os a eles, ajudo-me a mim próprio.

(T): Na próxima sexta-feira vai tomar posse para mais um mandato de quatro anos. Por que é que decidiu aceitar este convite do presidente da Câmara da Lousã?

(EC): Apesar de ter tomado posse há quatro anos, só há dois é que se começou verdadeiramente a trabalhar. Há um trabalho iniciado, e tendo em conta o momento actual, o presidente da Câmara, Fernando Carvalho, convidou-me a continuar no desenvolvimento deste projecto. E, sabendo eu, que é possível, agora, quer em termos locais, nacionais e até comunitários, encontrar um conjunto de apoios para o desenvolvimento de políticas de inserção social das pessoas com incapacidade, acho que era um desperdício não continuar, até porque isso poderia criar um hiato de tempo.

(T): Tendo em conta os anos que já está à frente deste cargo, é possível fazer um balanço do trabalho desenvol-vido?

(EC): Na Lousã não se pode fazer um balanço em relação ao meu cargo e ao tempo em que eu estou na Provedoria. A Lousã tem seguido muito atrás da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL). Estamos numa vila integradora e especialmente aberta, devido a existência de uma instituição como a ARCIL, com uma trintena de anos. E, portanto, marca forçosamente a maneira como as pessoas vêem as pessoas com deficiência. A Lousã aceita a integração de pessoas com incapacidade no seu meio. Eu, no fundo, sirvo apenas para tentar promover que algumas acções se executem mais rapidamente, para que a Lousã se torne cada vez melhor e mais acessível para todos.

(T): Nem de propósito, uma das principais “bandeiras” da Provedoria é o projecto “Lousã Acessível”. Considera mesmo a Lousã uma vila acessível?

(EC): Em termos nacionais, a Lousã é uma vila acessível, mas em termos internacionais, quase que poderíamos dizer que estamos na pré-história, comparando com alguns dos países mais desenvolvidos. A Lousã tem coisas já feitas, muito interessantes, e tem essencialmente uma abertura para se desenvolver e ser efectivamente mais acessível.

(T): Pode dar alguns bons exemplos de acessibilidade?

(EC): Felizmente na Lousã já existem vários exemplos. Além da Câmara Municipal, que tem uma rampa que facilita o seu acesso, e neste momento, está a proceder à colocação de um elevador, temos vários espaços de cultura bastante acessíveis. Tanto o museu, como a biblioteca, como o Cine-Teatro são bons exemplos de acessibilidade física, uma vez que a nível sensorial, ainda há algum trabalho a fazer para pessoas, por exemplo, sem visão.

(T): Se tivesse que dar uma nota em termos de acessibilidades aos edifícios da Lousã, qual é que atribuiria?

(EC): Reconheço que estamos longe da acessibilidade plena. A maior parte dos edifícios públicos são acessíveis. Só que há também a questão do atendimento nesses serviços. A legislação obriga a que as pessoas com deficiência tenham prioridade no atendimento, mas há situações difíceis de resolver. Por exemplo, no tribunal, as pessoas com incapacidade têm de ser atendidas no piso inferior, uma vez que não têm acesso à sala de audiências, no 1º andar. Na Câmara Municipal isso já não acontece, porque há uma sala, onde o próprio presidente se desloca para fazer o atendimento, se for necessário. Isto é muito importante, porque significa que há mentes abertas e disponíveis. Esta é uma primeira fase muito importante, a das mentalidades, e essa acho que está ganha. O problema é que as acessibilidades custam dinheiro e, portanto, conjugar as capacidades económicas, com as acessiblidades, nomeadamente dos privados, não é fácil.

(T): No que respeita aos edifícios privados está a ser feita alguma campanha de sensibilização junto dos proprietários, ou da sociedade lousanense em geral, para alterarem comportamentos em relação às barreiras arquitectónicas?

(EC): Sim, temos o selo “Lousã Acessível”, uma experiência nacional com o apoio do Instituto Nacional de Reabilitação, que é, pura e simplesmente, o início de um estudo do projecto que se desenvolverá para uma certificação da acessibilidade. O selo, neste momento, tem essencialmente como base levar a que os proprietários tenham o seu espaço acessível a uma cadeira de rodas. No momento seguinte, vamos querer mais, vamos querer que tenha uma casa de banho acessível e, mais tarde, informações para cegos. É, de salientar, que já há alguns restaurantes, com ementas em braille, algo inovador.
Isto é fruto de várias parcerias. Aqui interagimos com várias entidades e procuramos criar sinergias. As parcerias com a Universidade de Coimbra, a Escola Superior de Educação de Coimbra, o Ministério da Economia, para além de vários departamentos em Lisboa e dos contactos internacionais, como a ONCE, parceira no projecto de desenvolvimento, vão-nos possibilitar fazer algo que será adequar o que já existe ao nosso espaço, ou seja, o concelho.

(T): Apesar de se falar tanto em acessibilidades, ainda há trabalho a fazer junto dos cidadãos?

(EC): Sim, as pessoas estão mais conscientes, do que no passado. No entanto, a acessibilidade só é boa, quando é para todos. Se de uma forma geral não nos sentirmos bem num espaço, porque estamos de cadeira de rodas, ou com uma incapacidade momentânea, ou porque temos um carrinho de bebé ou simplesmente somos mais idosos, ou transportamos uma mala, tudo isso, hoje, se não for facilitado, o espaço deixa de ser amigável. Os hipermercados são um exemplo dum espaço amigável, as grandes superfícies, como querem que os seus clientes comprem uma grande quantidade de coisas, põem-nos na mão um carrinho, que nós enchemos até ao cimo, conseguimos andar para todo o lado e trazer até ao nosso carro. Para eles conseguirem vender os seus produtos, fizeram com que toda a gente, mesmo as pessoas com deficiência, conseguissem circular mais facilmente. E a ideia no fundo é essa, igualdade de circulação para todos, é isso que queremos implementar no espiríto das pessoas e nos projectos.

(T): Pensa que as ruas da Lousã oferecem segurança? Quando é que isso será possível?

(EC): Quando falamos de cadeiras de rodas, temos de falar também da questão da segurança. Na Lousã, não é fácil fazer trajectos seguros, por exemplo sair da Provedoria e ir até ao apeadeiro é quase impossível, por causa da inclinação.
Só será verdadeiramente acessível quando for seguro, ou seja, quando as pessoas o puderem fazer com um condicionamento de tráfego, que lhes traga segurança. Hoje, já não se pode pensar em acessibilidades e depois fazer uma rampa, há que pensar de maneira a que não haja rampas, mas de maneira a que também os carros andem devagar, e que os trajectos se façam de modo a que qualquer um consiga entrar nos edifícios e se desloque de um lado para o outro, com facilidade e em segurança, só aí teremos acessibilidade plena. O importante é que já há nos responsáveis mais preocupações nesse sentido.
O projecto Lousã Destino Turístico Acessível vai contemplar isso, agora temos de passar da teoria para o desenvolvimento estrutural, para os projectos e para a execução. E então, quando quisermos ir daqui até à estação, vamos ter forçosamente um percurso, com segurança e acessibilidades facilitadas. É preciso facilitar a vida, porque é difícil ir da Provedoria até à estação em cadeira de rodas, mas também o é, fazendo-o com uma mala com rodinhas. Nós estamos num percurso diferenciador da Idade Média, nessa altura criavam-se coisas inacessíveis como defesa, para ninguém lá chegar, hoje, é preciso que as coisas estejam acessíveis para todos.

(T): Em Novembro do ano passado, uma comitiva da Lousã esteve presente no Congresso Europeu de Acessibilidade, quais foram as principais conclusões?

(EC): Alguns países da Europa, nomeadamente os nórdicos, como em termos de educação e cultura, estão no topo, há depois outros países que estão a caminhar muito rapidamente, em matéria de acessibilidade, nomeadamente a Espanha. Nós estamos a procurar trabalhar um pouco mais com Espanha, para nos associarmos mais facilmente ao desenvolvimento europeu. Aquilo que na Holanda ou na Dinamarca já faz parte da forma de ser e de pensar das pessoas, nós, apesar de já termos legislação, não a cumprimos. A nossa situação em relação às acessiblidades é a mesma que temos em outras matérias, como os acidentes, estamos atrasados.
Na Lousã estamos a procurar com este conjunto de sinergias locais e parcerias nacionais e internacionais desenvolver mais todos os espaços do concelho, nomeadamente os turísticos.

(T): A “Lousã, Destino Turístico e Acessível” é outro projecto da Provedoria, quando acha que será possível tornar-se uma realidade?

(EC): Este é um projecto que se desenvolveu muito a partir do congresso que realizámos em 2006. Fizemos um congresso, que teve um sucesso enorme em termos nacionais, e que levou a que muito rapidamente conseguíssemos pôr no papel, e está pronto para ser apresentado sexta-feira, um projecto apoiado pela Provedoria e assumido pela Câmara Municipal, que é tornar a Lousã o primeiro destino turístico acessível do país. Sendo um projecto piloto, vai certamente ter mais apoios para que possa servir de experiência para outras zonas do país. O que importa é ter um projecto que crie qualidade de vida para quem vive na Lousã e não um gueto, que é bom só para quem nos visita.
Este projecto vai ser uma realidade já este ano, vamos desenvolver alguns estudos, mas também as execuções práticas vão ter início.

(T): Quais os projectos para o futuro do Grupo Técnico de Acessibilidade e da própria Provedoria?

(EC): Essencialmente continuar a fomentar a integração plena das pessoas com incapacidade na sociedade. Para isso é preciso fazer tudo, desde a sensibilização, as acessibilidades, a formação, o atendimento. A Provedoria mudou de designação: passou da Pessoa com Deficiência para Incapacidade a fim de atingir um leque muito mais alargado de pessoas.

(T): Uma das normas de funcionamento diz que o Provedor Municipal é uma entidade independente dos órgãos autárquicos, sendo assim, como vê o veto do Presidente da Câmara ao nome de António Rosado para a lista de possíveis consultores do Provedor?

(EC): Não houve veto nenhum. Tudo o que poderia dizer sobre isso seria pura especulação.

(T): Qual o maior obstáculo com que se deparou em toda a sua vida?

(EC): O maior obstáculo que tive na vida foi na ARCIL, quando me deparei com um desfalque. De resto, as coisas conseguem-se fazer com pequenas lutas e essencialmente mostrando alguma coisa feita, nem sempre à velocidade que desejaríamos.
Jorge Alexandre 09 Janeiro 2008

Wednesday, December 5, 2007

Participação da task-force “Lousã Acessível” no Congresso Internacional de Turismo para Todos – Valência - Espanha

task-force

Respondendo ao apelo da European Network for Accessible Tourism (ENAT), cerca de 200 participantes marcaram presença no Congresso Internacional de Turismo para Todos, realizado na Comunidade de Valência (Oropesa del Mar) nos passados dias 21 a 23 de Novembro de 2007.

A principal finalidade deste encontro organizado pela Fundación ONCE era a de permitir criar um espaço de partilha de experiências (evolução do turismo para todos atentando aos seus impactos sociais e económicos; exposição de boas práticas no âmbito do turismo acessível), confluências de interesses ou vontades e lançamento de novos desafios (considerando as futuras tendências e exigências de um turismo que se quer com cada vez maior qualidade, mas também demonstrando que o Desenho para Todos resulta em vantagens para a generalidade da população).

No âmbito do projecto “Lousã, Destino Turístico Acessível”, a task-force Lousã Acessível enviou quatro dos seus membros (representantes da Câmara Municipal da Lousã, da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã, Direcção Regional de Economia do Centro e RDPE – Consultora na área de Turismo) a Valência com o objectivo último de estabelecer contactos com entidades internacionais a desenvolver trabalho reconhecido na área da acessibilidade e turismo, mas também para ter acesso a casos de sucesso na criação de destinos turísticos acessíveis que melhor orientassem o trabalho a desenvolver no concelho da Lousã.

O programa foi vasto e contou com a apresentação de contributos importantes em diferentes aspectos. Abordando-se primeiramente as novas tendências e desafios do turismo no futuro, o congresso passou revista a diferentes ângulos da temática da acessibilidade e turismo: turismo como factor de valorização do modelo de negócio; acessibilidade como factor chave de qualidade; desenho para todos em áreas verdes e de sol & mar; tecnologia ao serviço do marketing; normalização, legislação e desenvolvimento do turismo acessível; participação de diferentes grupos de interesse envolvidos na acessibilidade (formadores e projectistas, administração pública, privados e clientes), entre outros.

Mundialmente existe um potencial de mercado crescente associado ao segmento da incapacidade que começa a ser encarado como uma verdadeira oportunidade de negócio por diversos actores do sector. Apesar da maior parte dos destinos turísticos não ir de encontro às necessidades particulares deste segmento de turismo, outros há que souberam desde cedo actuar pró activamente, merecendo actualmente destaque ao nível da acessibilidade turística. Nas conclusões finais foi partilhada a necessidade de uma confluência de legislação dentro da acessibilidade, que deveria dar lugar, em última instância, a uma norma europeia para todos. Da mesma forma, se apontou a carência de formação e de inclusão laboral ao longo da cadeia turística e se reafirmou a importância da aplicação de um “desenho para todos” como elemento desmistificador do tabu acessível. Foi ainda feito um apelo à responsabilização de agentes como a Administração Pública e as Empresas privadas, para as quais é crucial perceber que destinos mais acessíveis são também necessariamente mais sustentáveis, porquanto se trabalha com um segmento que ajuda a contrariar a sazonalidade, regra geral fidelizando-se se encontra as condições/estímulos que lhe permitem usufruir do destino como qualquer outro cliente. É necessário fazer rampas físicas mas também de mentalidades, que levem a considerar que o que não é acessível também não devia ser aceitável.

A participação da task-force Lousã Acessível foi de grande valia para o arranque do projecto Lousã, Destino Turístico Acessível.

Grupo “Lousã Acessível”

Thursday, November 22, 2007

Visita ao Pavilhão do Conhecimento

Pavilhão do conhecimento

A Provedoria tem previsto desenvolver acções no âmbito da promoção das acessibilidades a vários níveis, nomeadamente, Cultura, Lazer, Turismo (…), importantes para uma melhor qualidade de vida das pessoas com deficiência/ incapacidade.

Neste sentido, foi realizada no dia 15 de Novembro, uma visita ao Pavilhão do Conhecimento, um museu interactivo de ciência e tecnologia, que possui várias exposições sobre esta temática. Participaram pessoas do Grupo Técnico da Provedoria (alguns com deficiência visual e motora) e também Técnicos ligados aos Museus, da Câmara Municipal da Lousã.

O objectivo da visita foi conhecer, não só as acessibilidades físicas dos espaços, mas também a forma como as exposições, permanentes e temporárias, estão adaptadas a pessoas com necessidades especiais (cegos, amblíopes, etc).

A visita foi gentilmente acompanhada pela Técnica Dr.ª Fátima Alves (Pavilhão do Conhecimento), que trabalha, especificamente, com público com necessidades especiais. Verificámos as acessibilidades exteriores e interiores ao Pavilhão, tendo-nos sido mostrado alguns bons exemplos (rampas, elevadores…) e outros, ainda a melhorar.

Tendo em conta a dificuldade que uma pessoa cega tem em se orientar num espaço amplo, caso este não esteja sinalizado com linhas-guia, o Pavilhão teve a preocupação de criar uma maquete em relevo, que possui legendas em braille e áudio. Este pormenor importante permite a uma pessoa cega ter uma percepção do espaço.

O Pavilhão disponibiliza ainda equipamentos adaptados, que podem ser utilizados por pessoas cegas e amblíopes, tais como computadores que possuem um software de voz e ampliação de ecrã (por exemplo, o Supernova), permitindo assim trabalhar com voz, braille ou imagem ampliada.

Uma das exposições temporárias visitada foi: “Knojo – a Ciência indiscreta do Corpo Humano”, que para além do interesse da temática, a mesma se encontrava adaptada para pessoas com necessidades especiais. Foram feitas legendas em braille, não só para toda a informação sobre a exposição, mas também, para muitos dos jogos interactivos, que possuíam ainda um sistema de áudio. Esta realidade permite que todas as pessoas possam ter acesso ao mesmo tipo de informação, traduzindo-se assim, num factor inclusivo.


Isabel Dias

Audio-guia vai ser uma realidade

Serralves

A Fundação de Serralves tem o Museu mais visitado do país. Esta realidade deve-se ao facto de ter uma boa organização e planificação das suas exposições, sem nunca descartar a acessibilidade.

Sabendo disso, João Henriques (Assessor do Provedor) foi conhecer melhor as suas instalações, para assim aumentar os seus conhecimentos ao nível da acessibilidade aos museus.

Enquanto percorreu o Jardim de Serralves, utilizou o caminho adequado para PMR (Pessoas de Mobilidade Reduzida), que foi recomendado por um funcionário. Diga-se ainda, que este caminho se encontra ilustrado na planta geral da Fundação de Serralves.

O João Henriques utilizou o audio-guia em várias salas de exposição, no Museu de Arte Contemporânea, o que lhe permitiu adquirir um melhor conhecimento sobre o seu modo de funcionamento.

O sistema que separava o visitante da obra exposta, também foi tido em conta, ficando a ideia de que a simplicidade é “amiga” da Diversidade Humana.

Espera-se agora, que com os conhecimentos adquiridos, o João Henriques, membro do GTA (Grupo Técnico de Acessibilidades), possa ajudar a tornar o acesso à cultura mais acessível.

Isabel Dias – João Henriques

Monday, November 12, 2007

Concurso Nacional “Escola Alerta” 2007/08

Já se encontra disponível o regulamento referente à 5.ª edição do Concurso Nacional “Escola Alerta” 2007/08, promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação (INR, IP).

Consulte aqui o regulamento nacional da escola alerta.

Isabel Dias

Thursday, October 18, 2007

A Provedoria foi à Festa do Idoso

festa do idoso

Realizou-se nos dias 20 a 23 de Setembro, no Parque Municipal de Exposições da Lousã, a VII Festa do Idoso, na qual a Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã esteve presente com um stand de informação/ divulgação das actividades e iniciativas realizadas.

Houve um grande número de visitantes de todas as idades, nomeadamente, as pessoas idosas, que se interessaram pelas actividades que a Provedoria realiza.

O Stand foi ainda visitado pelo Presidente da Câmara da Lousã, Dr. Fernando Carvalho, por um representante do Governo Civil de Coimbra, pelo Presidente do Instituto da Segurança Social, Dr. Edmundo Martinho.

Isabel Dias - João Henriques

Tuesday, September 25, 2007

A Provedoria e a Fundosa Accesibilidad/ ONCE – possível parceria?

espanha

Nos passados dias 5 e 6 de Setembro foi realizada uma reunião entre a Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã, Câmara Municipal da Lousã e a Fundosa Accesibilidad/ONCE, em Madrid.
A reunião teve como objectivo a possibilidade de, em parceria com a ONCE, apresentar uma proposta de acessibilidade para o Município da Lousã.

A Fundosa Accesibilidad/ONCE é uma entidade que se dedica à proposta de soluções de acessibilidade, tendo como base o conceito de “Desenho para Todos”. Sendo muito reconhecida na sua área, já realizou inúmeros planos de acessibilidade para vários municípios de Espanha.

A circulação na via pública, a largura e inclinação dos passeios, os obstáculos na via pública, o rebaixamento das passadeiras, a sinalização de perigo táctil, visual e sonora, são algumas das preocupações a ter em conta, num projecto de acessibilidade.

A Provedoria e a Câmara Municipal da Lousã pretendem assim, criar um projecto pioneiro, que consiste em certificar a Lousã como um destino turístico acessível a todas as pessoas, o que consequentemente, irá contribuir para um desenvolvimento económico, social e cultural da Vila da Lousã.

Isabel Dias

Tuesday, September 18, 2007

Concurso local “Escola Alerta” 2007/08


“Mudar mentalidades, eliminar barreiras”

Tendo em conta a realização do concurso local “Escola Alerta” no ano lectivo anterior, em que estiveram envolvidas cerca de 227 crianças e jovens, pertencentes a várias entidades públicas e privadas, pretende-se no próximo ano lectivo dar continuidade a este projecto.
O concurso local “Escola Alerta” é organizado pela Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã e pelo Sector de Educação da Câmara Municipal da Lousã.

É baseado no regulamento do Programa Nacional “Escola Alerta”, promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação www.snripd.pt;

Qual o objectivo?
Sensibilizar as crianças e jovens, para a importância das acessibilidades no dia-a-dia das pessoas com mobilidade condicionada (deficiência, idosos…);

Em que consiste?
O concurso prevê uma componente de reflexão e outra de inventariação das barreiras sociais, de comunicação, urbanísticas e arquitectónicas – e na proposta de soluções para a sua eliminação;

Quem pode concorrer?
As crianças do ensino pré-escolar integradas nos Jardins-de-infância da rede Pública e Privada;
Crianças e jovens que frequentem os 1.º, 2.º, 3.º ciclos, ensino secundário e profissional;
IPSS’s ou outras equiparadas, que possuam valências sem ser o ensino ;

Como é composto o júri local?
 Presidente da Câmara Municipal da Lousã (ou substituo a designar pelo próprio)
 Provedor Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã
 Elementos do Grupo Técnico de Acessibilidade da Provedoria
 ARCIL (entidade especializada na área da deficiência)
 Patrocinadores locais

Quais os prazos de candidatura?
 Entrega dos trabalhos vencedores na Provedoria até ao dia 1 de Fevereiro de 2008;
Comunicação aos participantes dos resultados do concurso até à última semana de Fevereiro de 2008;
 Entrega dos prémios será realizada no dia 7 de Março de 2008.
*As datas poderão ser alteradas consoante as previstas no concurso nacional

Quem são os Patrocinadores?
 Livraria Magro
 Câmara Municipal da Lousã
( prémios a definir)

PARA MAIS INFORMAÇÕES, CONTACTE:
Telefone: 239 990 375
Fax: 239 990 381
Rua Dr. João Santos, 9
3200-953 Lousã
provedoria.deficiencia@cm-lousa.pt
geral@cm-lousa.pt

Isabel Dias

Tuesday, August 21, 2007

Acessibilidades nas Aldeias do Xisto - Gondramaz e Candal

josé

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

(José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira)


No âmbito de uma iniciativa promovida pela Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã e a Associação de Desenvolvimento “PINUS VERDE”, com sede no concelho do Fundão, realizou-se no passado dia 28 de Julho uma visita guiada às Aldeias do Xisto de Gondramaz (Miranda do Corvo) e Candal (Lousã).

Existem 23 Aldeias do Xisto espalhadas por vários municípios do Pinhal Interior Norte. Nos últimos anos têm sido requalificadas, com o intuito de criar pólos de atracção turística, que passem sobretudo pela dinamização dos espaços, recuperação de tradições, valorização do património arquitectónico. A Associação PINUS VERDE é a impulsionadora deste projecto.

Os visitantes foram, na sua maioria, pessoas cegas, amblíopes e com deficiência motora, que tiveram como “guias”, dois elementos da Associação PINUS VERDE.
O objectivo da visita prendeu-se não só em realizar um passeio turístico a essas aldeias, mas também fazer um levantamento de necessidades ao nível das acessibilidades, uma vez que se pretendem criar percursos acessíveis a todas as pessoas, incluindo, as pessoas com mobilidade condicionada.

Ao longo da visita, os intervenientes foram dando algumas sugestões para melhorar a acessibilidade, nomeadamente, a construção de rampas em alguns locais, a criação de audio-guias, com descrições mais pormenorizadas, a marcação do chão em pavimento adequado, quando existir algum objecto que possa ser tocado.

Outras preocupações foram referidas, tais como, a sinalização em relevo das imagens do Homem e Mulher nas casas de banho e os contrastes de cores nos painéis, fundamentais para as pessoas amblíopes.

As pessoas com deficiência visual puderam sentir a textura do xisto, assim como imaginar o formato das casas, de acordo com uma caracterização mais pormenorizada dos objectos. Inclusive, mexeram em esculturas feitas por um escultor local, Carlos Rodrigues, detectando assim o significado das mesmas.
Na aldeia de Gondramaz, foram realçadas as linhas guia que se encontram ao longo da aldeia, facilitando assim uma melhor orientação e mobilidade das pessoas com deficiência visual e motora.
No Candal, apesar do piso ter alguma inclinação, também existe acessibilidade para pessoas com deficiência motora.

Todos os visitantes realçaram a frescura, os aromas, as texturas, que as Aldeias do Xisto proporcionam a quem as visita.

Esta iniciativa contou com o apoio da ARCIL, que cedeu o transporte e também com a excelente disponibilidade e boa vontade de 2 motoristas, o Sr. António Nunes e o Sr. Manuel Rodrigues (ARCIL).
A Câmara Municipal da Lousã também patrocinou este evento, cedendo o combustível.


Isabel Dias José Moreira

Sunday, August 5, 2007

A Provedoria na RTP – Programa “ CONSIGO”

Provedor

No âmbito da acção de sensibilização para o desenvolvimento da prática de parapente e de outras actividades de desporto e lazer acessíveis a todos, que decorreu nos dias 18 a 21 de Julho, deslocou-se à Lousã uma equipa de filmagens do Programa “CONSIGO”, com a finalidade de fazer uma reportagem sobre as condições que a Lousã dispõe para se tornar um destino turístico acessível.

O Programa “CONSIGO” que é transmitido todos os Domingos, na RTP2, por volta das 11h30m, é um magazine televisivo semanal resultante da parceria entre o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR) e a Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Tem como finalidade a apresentação de projectos inovadores de inclusão social, histórias bem sucedidas de pessoas com deficiência/incapacidade e experiências de referência para a mudança de atitudes. O Programa “CONSIGO” apresenta ainda propostas culturais acessíveis, importantes para a qualidade de vida das pessoas com mobilidade condicionada.

Tendo em conta a realização da reportagem, foram filmados vários espaços, nomeadamente, Câmara Municipal da Lousã, Hotel Mélia, Restaurante “O Burgo”, o Gabinete da Provedoria, Biblioteca Municipal da Lousã, Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, (etc), tendo como objectivo dar a conhecer alguns locais acessíveis, inclusive, aqueles que foram certificados com o Selo “Lousã Acessível”.

Foi efectuada uma entrevista ao Presidente da Câmara Municipal da Lousã, Dr. Fernando Carvalho que salientou o trabalho que está a ser feito no âmbito das acessibilidades e a sua importância no dia-a-dia das pessoas com mobilidade condicionada.

O Provedor Municipal das Pessoas com Incapacidade, José Ernesto Carvalhinho, no âmbito da entrevista, realçou a importância do Turismo acessível para todas as pessoas, incluindo sobretudo, as pessoas com mobilidade condicionada (idosos, pessoas com vários tipos de deficiência, grávidas …), uma vez que as condições acessíveis significam um maior nível de qualidade dos serviços e conforto para todos os potenciais utilizadores, o que resulta numa maior procura. Pode-se dizer que a Lousã tem condições sociais e económicas para se desenvolver uma prática de turismo acessível para todos.

Quanto à realização da acção de formação sobre desporto adaptado, referiu que “a sua prática está integrada num projecto que tem como intuito certificar a Lousã como primeiro destino acessível do País.”

O Presidente da Direcção da ARCIL, Dr. Marques Leandro, também deu o seu contributo para esta reportagem, tendo referenciado a importância da prática de desportos radicais adaptados e, concretamente, desta acção de formação realizada na Lousã, dinamizada pela Associação francesa HANIMA, uma entidade com uma vasta experiência nesta área.

LOUSÃ ACESSÍVEL – Partilhar Sensações

Leonardo


Decorreu entre os dias 18 e 21 de Julho na Lousã uma acção de sensibilização para o desenvolvimento da prática de parapente e de outras actividades de desporto e lazer acessíveis a todos.
Esta acção de sensibilização foi dinamizada por dois elementos da Associação francesa HANIMA, que possuem uma vasta experiência na realização deste tipo de desporto adaptado.

Enquadrou-se no âmbito de um projecto de certificação do concelho da Lousã como destino de Turismo Acessível, e foi organizada pela Câmara Municipal da Lousã, Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade, ARCIL, DRE – Direcção Regional de Economia do Centro, ESEC – Escola Superior de Educação de Coimbra, Melia Palácio da Lousã Boutique Hotel, a consultora RDPE e a Montes d´Aventura.

Pretendeu-se abranger, sobretudo, prestadores de serviço de Parapente, tendo como finalidade a aquisição de conhecimentos sobre a prática desta modalidade, especificamente dirigida a pessoas com mobilidade condicionada (cadeira de rodas etc..), profissionais do desporto e da reabilitação e, de uma forma mais acentuada, pessoas com deficiência/incapacidade.
Para além do parapente, foram realizadas outras actividades, nomeadamente, demonstrações de cadeira de rodas “todo o terreno” e ainda, a realização de percursos de montanha, com o recurso à cadeira “la joelette”.

De entre os vários intervenientes, que participaram na actividade do Parapente adaptado, destacaram-se dois elementos do grupo técnico da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã, são eles, José Moreira, cego, Auxiliar de massagista na ARCIL e António Leonardo (deficiência motora), Professor de Físico-Química. Ambos relataram as suas experiências como “indescritíveis”, realçando a sensação de liberdade que sentiram quando se encontraram a voar de parapente. Ultrapassando as suas próprias limitações físicas, comprovaram a ideia de que TUDO É POSSÍVEL!

Pretendeu-se desta forma, sensibilizar as pessoas, partilhar sensações e, lançar a primeira pedra, para que no futuro, a prática de desporto adaptado, seja uma realidade visível na Lousã.