Monday, July 21, 2008

Técnicos da Autarquia sensibilizados

gta

Técnicos da Autarquia sensibilizados para a temática das “Acessibilidades e Design for All”

No passado dia 2 de Julho, realizou-se no Auditório da Biblioteca Municipal da Lousã uma acção de formação sobre a temática das “Acessibilidades e Design for all”, desenvolvida pela empresa PROASOLUTIONS, especializada nesta área e contratada pelo município da Lousã para realizar um plano de acessibilidade global do concelho.

Foi dirigida a Técnicos da Autarquia, desde Engenheiros, Arquitectos, Topógrafos, Calceteiros, Encarregados de Obras (…) e teve como principal objectivo sensibilizar os participantes, independentemente do seu grau e área de formação, para as questões relacionadas com as acessibilidades e o Design for All. A acessibilidade não é só importante para as pessoas com deficiência/incapacidade, tem que se pensar numa diversidade humana (idosos, mulheres grávidas, crianças, pessoas com incapacidade temporária – canadianas, pessoas obesas, pessoas de baixa estatura etc). Quando se projecta um espaço, é necessário ter-se em conta o Design universal, ou seja, a acessibilidade para todos. Esta foi a ideia base da acção de formação, que foi complementada com exemplos práticos. Alguns Técnicos tiveram a oportunidade de andar numa cadeira de rodas e canadianas, no sentido de terem uma melhor percepção das dificuldades que as pessoas com deficiência/incapacidade enfrentam no seu dia-a-dia.

A Acção de Formação teve um carácter prático e será complementada, posteriormente, com acções de formação de cariz mais técnico, no âmbito da legislação nacional, recorrendo também a boas práticas de países internacionais.

Isabel Dias

gta

Thursday, June 26, 2008

Futuros técnicos de turismo… visitam concelho da Lousã

turismo Lousã

No âmbito da disciplina de Atelier de Organização e Legislação Turística, realizou-se no passado dia 18 de Junho, uma visita de estudo dos alunos do 1º ano do curso de turismo da Escola Superior de Educação de Coimbra, ao concelho da Lousã.


Esta visita permitiu dar a conhecer aos futuros técnicos de turismo algumas das valências do concelho, no que toca a infra-estruturas turísticas existentes, desde o Ecomuseu da Serra da Lousã – Dr. Louzã Henriques, Capela da Misericórdia, Meliá Palácio da Lousã – Boutique Hotel, Pousada da Juventude da Lousã, Aldeia do Xisto do Candal e respectiva Loja do Xisto e o empreendimento de Turismo em Espaço Rural – Quintal de Além do Ribeiro – Turismo Rural.


A visita de estudo permitiu também a participação dos alunos numa reflexão de ideias, no auditório do Ecomuseu, na qual participaram entidades como a ARCIL, Câmara Municipal da Lousã, Escola Superior de Educação de Coimbra, Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade de Lousã e Santa Casa da Misericórdia da Lousã. Esta reflexão, possibilitou dar a conhecer aos alunos o enquadramento dos esforços que têm vindo a ser feitos no município, no sentido de divulgar e proporcionar uma cultura de inclusão no que se refere à área da acessibilidade.


O conjunto destes esforços, destas e de outras entidades, levou a cabo o desenvolvimento de um projecto pioneiro a nível nacional no âmbito do turismo acessível: “Lousã, Destino de Turismo Acessível”.


O objectivo deste projecto é beneficiar do trabalho desenvolvido na Lousã durante décadas na área da acessibilidade, através da criação ou adaptação de infra-estruturas, edifícios e serviços de forma a permitir a todos (independentemente de ter ou não incapacidade) usufruir turisticamente do território da Lousã.

Este projecto surge como condição de integração das funções humanas do território, procurando posicionar a Lousã relativamente a destinos turísticos concorrentes, garantindo as melhores condições para os turistas portadores de incapacidade.

O propósito desta visita teve em vista, não só o contacto dos alunos com o actual desenvolvimento turístico do concelho, mas também a difusão do conceito da acessibilidade numa cultura de inclusão/integração de e para TODOS, nas mais diversificadas áreas da sociedade.

Tuesday, June 10, 2008

II Jornadas de Turismo e Desporto

Guarda

Provedor foi à Guarda falar de Turismo desportivo acessível

O Instituto Politécnico da Guarda convidou o Provedor, José Ernesto Carvalhinho para fazer uma comunicação sobre Turismo Desportivo acessível, nas II Jornadas de Turismo e Desporto, que se realizou no dia 6 de Maio.
Esteve também presente como prelector, Filipe Carvalho, Técnico de Gestão e Planeamento de Turismo e elemento do Grupo Técnico da Provedoria.

Ambos abordaram a temática do turismo acessível, referindo a importância da realização de um Congresso “Turismo Acessível”, na Lousã, como ponto de partida para uma mudança de mentalidades.
“É importante termos um mercado aberto e acessível a todos, uma vez que as condições acessíveis significam um maior nível de qualidade dos serviços e conforto para todos os potenciais utilizadores, tal poderá resultar numa maior procura dos mesmos”, salientaram.

Quando se fala em turismo acessível, tem que se ter em conta “ a oferta de infra-estruturas, equipamentos e serviços turísticos que de algum modo foram adaptados, para estarem acessíveis a todos” Existem muitas pessoas com incapacidade que mesmo desejando usufruir dos mesmos direitos ao lazer, ao desporto, às férias e às viagens como o resto dos cidadãos, acabam por desistir quando se dão conta que os serviços turísticos não estão minimamente organizados para atender às suas necessidades.

A questão do Desporto adaptado é uma das áreas importantes, quando se fala em Turismo acessível. Todas as pessoas com incapacidade podem praticar qualquer tipo de desporto, desde que o mesmo esteja adaptado às suas necessidades. Como por exemplo: basquetebol em cadeira de rodas, futebol para cegos, vela adaptada, rugby em cadeira de rodas, ciclismo em cadeira de rodas, parapente em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, etc (…).

Ambos os oradores focaram a questão da acessibilidade como sendo uma preocupação transversal aos agentes do Turismo Activo. A complexidade da problemática da acessibilidade coloca grandes desafios aos agentes do Turismo Activo.

Não é fácil, num produto turístico muito dependente de diversificados factores humanos, logísticos e materiais, responder simultaneamente às múltiplas especificidades das pessoas com incapacidades.
Quando os agentes turísticos decidem investir neste mercado, há alterações a fazer nos seus serviços, para colherem resultados positivos. Estas alterações a efectuar nos serviços públicos e privados devem ser dirigidas para toda a diversidade humana, sendo baseadas no desenho para todos.

Contudo, há que ter em atenção não especializar os seus serviços só para pessoas com incapacidade. O Turismo Acessível deve ser direccionado para todas as pessoas, só assim se tornará inclusivo.

Isabel Dias

Delegação Portuguesa de visita pela Bélgica

Jornal Belgica

Belgica jornal

Delegação Portuguesa de visita em “Concelho-Acessível Modelo”

De 27 a 29 de Maio chegou a Overpelt uma delegação da vila da Lousã -16.000 habitantes no distrito de Coimbra- que, acompanhada por membros da associação “Toegankelijkheidsbureau” (agência da acessibilidade), veio visitar alguns edifícios públicos que constituem um bom exemplo no que diz respeito a acessibilidade. Nos últimos anos, Overpelt tornou-se um concelho modelo neste domínio graças a vários investimentos. An De Becker e Femmeken Spaan da agência da acessibilidade belga têm acompanhado estes investimentos e o seu trabalho tornou-se conhecido por toda a Europa. Quando foi feito o pedido da delegação portuguesa para uma visita a um concelho modelo, Overpelt surgiu como exemplo de boa prática. Assim, a delegação portuguesa com Fernando Carvalho, presidente da Câmara, José Carvalhinho, Chefe da equipa de acessibilidade, e António Fontes, promotor imobiliário, esteve na piscina Dommelslag, no pavilhão gimno-desportivo De Bemvoort, no ´t Pelterke, no Palethe e no caminho pedestre para pessoas menos móveis. Segundo os portugueses, esta visita forneceu-lhes muitas novas ideias.

Bélgica


Visita à Bélgica no âmbito do projecto “Lousã: destino turístico acessível”

Nos passados dias 28 e 29 de Maio, o Presidente da Câmara, Fernando Carvalho, o Provedor José Ernesto Carvalhinho, e um elemento da RDPE e Grupo Técnico da Provedoria, António Fontes, deslocaram-se à Bélgica. A visita foi organizada pela “Toegankelijkheidsbureau” (agência da acessibilidade), mais concretamente, pela Mieke Broeders. A mesma anfitriou a comitiva portuguesa, levando-os a Hasselt, onde foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal e a Overpelt, cuja anfitriã foi a vice-presidente da Câmara Municipal e também pelas Estruturas Regionais de Turismo da zona Flamenga.

A visita teve como objectivo visualizar a forma de planeamento urbanístico das cidades, tendo por base as acessibilidades físicas, ao turismo, ao lazer etc. Sendo cidades que já integram este conceito, traduzem-se assim em cidades mais acessíveis.

Ficou em aberto a possibilidade de existir uma parceria com algumas entidades da Bélgica, nomeadamente, com a “Toegankelijkheidsbureau”.

Isabel Dias

Monday, May 26, 2008

Reportagem da RTP

"Lousã Acessível" e europeia

turismo

Os municípios de Ávila e Reus (Espanha) e La Rochelle (França) vão participar no projecto de cooperação transnacional para a criação de uma rede de destinos turísticos acessíveis liderado pelo Municipio da Lousã.

António Fontes, da empresa RDPE, apresentou, ontem, no workshop sobre "Turismo Acessível", no auditório do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, o projecto "Lousã, Destino de Turismo Acessível", pioneiro em Portugal, e que representa uma "nova causa" para o concelho da Lousã que, depois de resolver muitas das suas carências infra-estruturais, "está desafiado para um novo paradigma de intervenção pública".

Beneficiar do trabalho desenvolvido na área da acessibilidade ao longo de décadas, tendo a autarquia e a ARCIL como referências, são alguns dos objectivos do projecto dedicado aos cidadãos com mobilidade condicionada, e que inclui, ainda, além da certificação da acessibilidade da oferta turística do concelho, a construção de uma "cultura de acessibilidade", constituindo-se, também, como uma "janela de oportunidade" no capítulo económico, de acordo com o volume de mercado a nível europeu - abrange 50 milhões de pessoas.

Depois de apresentar a candidatura ao Plano Operacional do Potencial Humano, o município da Lousã lidera o processo de candidatura ao INTERREG IV-C de modo a dinamizar um projecto de cooperação transnacional para a criação de uma rede de destinos turísticos acessíveis. Os municípios de Ávila e Reus (Espanha) e La Rochelle (França), já deram luz verde ao desafio lançado pela task-force "Lousã Acessível".

Para Pedro Machado, presidente da ARPT Centro de Portugal, "é um projecto que qualifica, que distingue, que diferencia este destino da marca Centro de Portugal. Não queremos que seja um modelo que outros possam copiar, mas que se converta numa ferramenta para os cidadãos que precisam de maior atenção".

Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, salientou a qualidade do trabalho desenvolvido pela ARCIL, o empenho e o incentivo de José Ernesto Carvalhinho, provedor municipal dos cidadãos com incapacidade da Lousã, Filipe Carvalho, da DRE-Centro, Eugénia Lima Deville, da ESEC, e António Fontes, da RDPE.

O autarca agradeceu, também, o apoio de Rui Daniel Rosário, chefe de gabinete da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, e destacou o investimento efectuado no sector do turismo nos últimos anos, em especial na oferta de alojamento. O paraíso do TT, segundo Fernando Carvalho, tem os dias contados, representando o turismo acessível "mais uma oferta" do concelho.

Segundo Rui Daniel Rosário, chefe de gabinete da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, o Estado "tem vindo a seguir com muita atenção" o projecto Lousã Acessível, assumindo-se "como um ente facilitador das boas práticas e das boas ideias". A partir de agora, acrescentou, "é que começa a doer", numa referência ao desafio colocado aos promotores do projecto.

Fonte: Mário Nicolau (Diário As Beiras)

Sunday, May 18, 2008

TURISMO ACESSÍVEL Espanhóis receptivos

Ávila

Lousã desafia Ávila para projecto

A task-force "Lousã Acessível" desafiou o município espanhol de Ávila a participar num projecto de cooperação transnacional.

A criação de uma Rede Europeia de Destinos Turísticos Acessíveis foi um dos objectivos da visita a Ávila da task-force "Lousã Acessível" que, na sequência do trabalho de procurement realizado para o lançamento efectivo do Projecto "Lousã, Destino de Turismo Acessível", detectou a oportunidade de liderar um projecto transnacional para candidatura ao Programa Interreg "Espaço Sudoeste Europeu 2007 - 2013".

Tendo por base o desenvolvimento do projecto de acessibilidade e turismo, assumido politicamente pela Câmara Municipal da Lousã e, ainda, os contactos estabelecidos durante a participação no Congresso Internacional de Turismo para Todos, organizado pela ENAT - European Network for Accessible Tourism (Valência, Novembro de 2007), o vice-presidente e vereador do pelouro de Turismo da Câmara Municipal da Lousã, Luís Antunes, o Provedor Municipal dos Cidadãos com Incapacidade da Lousã, Ernesto Carvalhinho, o técnico superior da Direcção Regional de Economia do Centro, Filipe Carvalho, e o consultor da RDPE, S.A., António Fontes, lançaram o desafio ao município de Ávila para o projecto de cooperação transnacional no sector do turismo acessível.

Com ambição inovadora, tendo em conta a utilização das novas tecnologias, a rede é iniciada com a definição conceptual de ferramentas tecnológicas de suporte a um produto turístico único à escala do território.

Recorde-se que a Lousã está a liderar o processo de candidatura ao Interreg, na sequência do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, estando a realizar convites a determinados parceiros nacionais e europeus passíveis de cooperarem na construção de uma rede de destinos de turismo acessível.


A elaboração conjunta de conteúdos TIC (tecnologias de informação e comunicação), de forma a oferecer aos turistas com incapacidade um conjunto de serviços turísticos adaptados comuns à rede, contribuindo simultaneamente para a própria consolidação da rede de destinos, integra o plano apresentado à teniente alcalde de Servicios Sociales, Montaña Domínguez, à concejala de Accesibilidad Noelia Galán, representantes do Ayuntamiento de Ávila, que se mostraram bastante receptivas ao convite realizado, aguardando-se agora a decisão final.


Durante a visita, para além das reuniões de trabalho para apresentação da proposta de candidatura ao Interreg, a task-force task-force "Lousã Acessível" teve ainda a oportunidade de visitar instalações e serviços de turismo acessíveis (hotel, restaurantes e transportes) e de percorrer os principais locais turísticos acessíveis da cidade de Ávila.

Workshop sobre turismo acessível na próxima terça-feira

Na sequência do Congresso de Turismo Acessível, realizado em Abril de 2007, promovido pela Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã, Instituto Nacional para a Reabilitação, Escola Superior de Educação de Coimbra, Direcção Regional de Economia do Centro, Arcil e Dueceira, o Município da Lousã está a desenvolver o projecto “Lousã: destino turístico acessível”, que pretende criar condições para tornar o concelho no primeiro destino turístico acessível de Portugal.

Para a próxima terça-feira, às 10H00, no auditório do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques/Ecomuseu da Serra da Lousã, está marcado um workshop em que será analisada a evolução do projecto e recolhidos contributos para a sua evolução.

TURISMO ACESSÍVEL Espanhóis receptivos

Lousã desafia Ávila para projecto

Saturday, May 17, 2008

Acessibilidade e Turismo Social

CP atenta às obrigações da Metro-Mondego

Quando o ramal da Lousã entrar em obras, devido à implementação do projecto Metro Mondego, serão colocados à disposição do público transportes rodoviários alternativos que o Provedor Municipal do Cidadão com Incapacidade, Ernesto Carvalhinho, espera que contemplem os passageiros com dificuldades de locomoção.

Na sequência do alerta lançado pelo provedor municipal, a CP, em carta enviada a Ernesto Carvalhinho, e assinada pelo presidente do conselho de gerência, Francisco dos Reis, informa que, "como parte integrante da estrutura accionista da capital social do Metro-Mondego, SA partilha da missão deste futuro operador da zona Centro", pelo que, no contexto de "uma responsabilidade social universal" está determinada em garantir "cidadania e urbanidade a todos os utilizadores do transporte ferroviário e em particular aos cidadãos de mobilidade reduzida".

No documento, o presidente do conselho de gerência da CP afirma que "é da competência da Metro-Mondego SA assegurar a realização de transportes alternativos durante a fase de construção e implementação do sistema objecto da concessão, até à entrada em funcionamento deste". Além de transmitir à Metro-Mondego as preocupações da Provedoria Municipal do Cidadão com Incapacidade, Francisco Reis "reitera a preocupação da CP para a manutenção e incremento dos padrões de acessibilidade ao transporte ferroviário, nomeadamente quando forem definidos os compromissos operacionais relativos ao transporte de pessoas de mobilidade reduzida".

Fonte: Diário as Beiras

Sunday, May 4, 2008

Desfile de Moda 2007

ENCONTRO DE PROVEDORES

ENCONTRO DE PROVEDORES
LAMEGO, 30 DE ABRIL DE 2008
CONCLUSÕES

1ª Os Provedores constataram a necessidade de rever os currículos dos cursos do ensino superior, especialmente aqueles ligados à preparação de professores, de modo a favorecer a sensibilização da juventude, desde a mais tenra idade, para as questões da deficiência. Nesse sentido, contactaram o Ministério do Ensino Superior. Lamentavelmente, até hoje o Ministério não manifestou interesse sequer em reunir com os Provedores, pelo que estes vêm manifestar a sua preocupação por esta atitude.

2ª O Decreto-Lei 163/2006, que estabelece as normas técnicas da acessibilidade dos espaços públicos e privados, ainda não foi regulamentado, pelo que a parte deste diploma relativa às contra-ordenações ainda não está a ser aplicada, apesar de terem decorrido já quase dois anos desde a sua publicação. Os Provedores manifestam a sua preocupação com este facto, que põe em causa uma parte importante da aplicação deste regime legal e a sua eficácia prática.

3ª Na sequência da legislação que regula a acessibilidade dos sítios da Internet e também dos meios de comunicação social, os Provedores envidaram esforços no sentido de reunir com a direcção da RTP. Até agora, não foi possível agendar tal reunião, pelo que os Provedores continuam empenhados na sua realização.

4ª Os Provedores congratulam-se com o anúncio por S. Exª a Srª Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, de que foi finalmente decidido consagrar a sua representação no Conselho Nacional de Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência.

5ª Os Provedores vão solicitar a S. Exª a Srª Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação a marcação de uma reunião, nos próximos 2 meses, a fim de tratarem de assuntos de interesse comum.

6ª Cada Provedor expôs o trabalho por si realizado e os seus planos de actividades para o presente ano.

Saturday, April 19, 2008

Wednesday, March 12, 2008

Provedoria entrega prémios “Escola Alerta”

Salvador

Salvador Mendes vai continuar ligado ao concurso local

A cerimónia pública de entrega dos prémios locais da edição 2007/08 do Programa “Escola Alerta” decorreu na sexta-feira passada, dia 7 de Março, no auditório da Biblioteca Municipal da Lousã. Os vencedores foram o Jardim de Infância de Casal de Ermio, a EB1 de Santa Rita (Agrupamento de Escolas Álvaro Viana de Lemos) e a Escola Secundária da Lousã (turma do 8º A).

Os premiados levaram para casa certificados de participação, um bilhete de cinema e ainda dois livros: “Tu Consegues” e “Etiqueta para Crianças. Como ser amigo de todos”.

O concurso local, já na sua segunda edição, é organizado pela Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade da Lousã e pelo Sector de Educação da Câmara Municipal da Lousã, e é baseado no regulamento do Programa Nacional “Escola Alerta” promovido pelo Instituto Nacional para a Reabilitação.

Este programa, que pretende fomentar a construção de uma sociedade mais igualitária e solidária, foi lançado com o objectivo de sensibilizar os jovens para as questões da deficiência, designadamente no que diz respeito ao combate à discriminação, através da eliminação das barreiras urbanísticas, arquitectónicas e de comunicação que dificultam ou impedem a acessibilidade e o pleno gozo da cidadania aos cidadãos portadores de deficiência.

Assim sendo, os trabalhos realizados pelos jovens e crianças serviram essencialmente para informar e sensibilizar a comunidade estudantil e também a própria opinião pública a favor da não discriminação da pessoa com deficiência, e para a importância das acessibilidades no dia a dia das pessoas com mobilidade condicionada (deficiência, idosos, grávidas, mães com carrinhos de bebés).

Este ano o concurso mobilizou ainda mais as escolas do concelho da Lousã, tendo concorrido 438 jovens, quase o dobro dos participantes em relação ao ano anterior, embora não tenham sido apresentados trabalhos na categoria 4 e 5, para alunos do secundário e instituições particulares de ensino.

Salvador, uma história de vida

Na cerimónia, em que participaram o Provedor Municipal das Pessoas com Incapacidade, Ernesto Carvalhinho, e o vereador da Educação da Câmara da Lousã, Jorge Alves, esteve também Salvador Mendes, autor do livro “Salvador – Ser Feliz Assim”, que sofreu um acidente de mota aos 16 anos e ficou tetraplégico.

Salvador sensibilizou/emocionou o vasto auditório com a sua história de vida. “Eu já fui jovem, e já tive a vossa idade. Um dia bebi um copo a mais, caí de mota e fiquei assim”. O autor de “Salvador – Ser Feliz Assim” adiantou que a ideia de fazer o livro surgiu para dar a conhecer a vida de uma pessoa com deficiência. O fundador da Associação Salvador mostrou-se ainda visivelmente satisfeito por visitar a Lousã e “elogiou“ o trabalho feito em matéria de acessibilidades, nomeadamente na preocupação com os passeios rebaixados.

Já a terminar a cerimónia de entrega de prémios, Ernesto Carvalhinho informou os presentes, que Salvador Mendes será o “patrocinador” do concurso local “Escola Alerta”no próximo ano.
Fonte: Jornal Trevim

Friday, March 7, 2008

“Direito à igualdade” em discussão

direito

Alunos da Escola Secundária da Lousã promovem debate

“Direito à igualdade” foi o lema do colóquio que se realizou, na sexta-feira passada, no auditório do Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, com a partipação de José Leonardo, Marques Leandro, Jorge Alves, Isabel Dias, José Moreira e João Henriques

O debate promovido pelos alunos do 12º D da Escola Secundária da Lousã, Pedro Galvão, Anabela Inácio, Luís Rodolfo e Sofia Ferreira, no âmbito da displina de Área e Projecto, teve como objectivo sensibilizar e dar a conhecer, à comunidade estudantil e não só, as dificuldades encontradas no dia-a-dia por pessoas com as mais variadas incapacidades.

A abrir o debate esteve Isabel Dias, do gabinete da Provedoria Municipal das Pessoas com Incapacidade. A socióloga falou da importância da Provedoria, e explicou aos alunos presentes o seu funcionamento, bem como, algum do trabalho realizado por aquela “entidade autónoma, que trabalha em parceria com várias instituições”. Isabel Dias, destacou ainda a importância da Provedoria na melhoria na qualidade de vida das pessoas com incapacidade, “uma entidade que só existe em cinco concelhos: Lousã, Porto, Viseu, Marco de Canavezes e recentemente em Santa Maria da Feira”, concluiu.

No decurso do debate “Direito à Igualdade”, seguiu-se a opinião de três pessoas (José Moreira, João Henriques e José Leonardo), que encontram no dia-a-dia dificuldades por serem “diferentes”, mas todos eles com algo em comum, pertencem ao Grupo Técnico de Acessibilidade da Provedoria.

José Moreira, massagista da Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã (ARCIL), contou a experiência vivida em 2006, com uma acção de desportos radicais para deficientes, desenvolvida com a ajuda da Provedoria e da empresa de turismo francesa ANIMA, e em que pôde experimentar o parapente. Mas, nem tudo é positivo e José Moreira queixou-se “do dinheiro que custam certos materiais”, que podiam ajudar na independência de uma pessoa com deficiência visual: uma fita métrica, que fala e custa 100 €, um nível, ou um computador com um software especial que lê a informação no ecrã.

Já João Henriques, assessor do provedor e deficiente motor optou por falar da acessibilidade na internet, e as diversas dificuldades encontradas pelas pessoas com incapacidade motora em navegar na web. Apesar disso, João Henriques lembrou que Portugal até foi o primeiro país da Europa, isto depois dos exemplos dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, a ter preocupações com a acessiblidade nos sites da administração pública, com a publicação da Lei 97/99.

José Leonardo, professor de físico-química e paraplégico lembrou mais uma vez a importância da igualdade de oportunidades e de direitos. “É preciso que todos tenham acesso às coisas e de igual modo”. O problema, explicou, é que “sempre que se pensa em qualquer infra-estrutura, faz-se a pensar no Homem comum”. José Leonardo, referiu ainda que é preciso “flexibilizar os equipamentos, para assim, poder abranger o maior número de pessoas possíveis.

Sensiblizar mais

A seguir, Marques Leando, presidente da ARCIL, focou algumas conclusões do debate respeitantes às dificuldades encontradas pelas pessoas com incapacidade. “Para atingir a igualdade tem de haver uma sensibilidade muito grande para estes problemas”. O responsável máximo da ARCIL alertou ainda para o facto de a mobilidade condicionada poder acontecer a qualquer um.

A terminar, Jorge Alves, vereador da Educação da Câmara Municipal da Lousã, alinhou pelo mesmo diapasão de Marques Leando, e falou ainda da sua experiência em andar de muletas. O vereador destacou a importância de iniciativas deste género. “É fundamental este tipo de acções, a nossa vida altera-se de um segundo para o outro”.

Para Jorge Alves a igualdade de oportunidades “é responsabilidade de todos”, até porque “a legislação não altera comportamentos, logo a mudança de mentalidades é importante, já que não se pode pensar que estas coisas dependem só dos outros”, concluiu.
Fonte: Jornal Trevim